sábado, 28 de novembro de 2009

Ayrton Senna


Eterno.

Paixão sem limite, garra incomum, determinação inexpugnável, concentração. Concentração para andar no limite. Limite do equipamento, limite do corpo, limite do tempo. Ah, o tempo! O homem é seu rival físico, o tempo é seu rival essencial. Para ele um obstáculo superável, sempre superável. Pista, carro, volta. Perfeição, superação. Brasil no peito, na raça, no coração. Vitória nos pés, nas mãos, no sangue. Amor na índole, na vida, na alma.

O passado, o presente, o futuro. A essência. Uma época, uma era. Épico, místico, mito. Símbolo, referência, exemplo. Exemplo profissional, pessoal, imortal. Do mundo, de todos, do povo.

Ayrton Senna do Brasil!

sábado, 27 de junho de 2009

E quem aguenta?


Rubens Barrichello:

"Já vi que vou ter que fazer o moonwalk no pódio da Alemanha".

É, Rubinho, estamos ansiosos para ver isso. A sambadinha já é sucesso absoluto nesses mais de 15 fracassados anos de F1. Agora o senhor quer dançar Michael Jackson para homenageá-lo e agradar os seus fãs (ou seriam doentes?!).

Rubens Barrichello, seu bolha! Pare de nos envergonhar, Jesus!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Falta de sorte?


Rubens Barrichello e suas ótimas entrevistas:

- A falta de sorte parece estar vindo toda para o meu lado. Tive problema com a embreagem, assim como aconteceu na Austrália. Foi um erro de cálculo na embreagem do meu carro, de novo – lamentou ao site “F1 Live”. (07/06/09)

- Eu amo o lugar e a pista. Eu não quero só correr. Eu quero o “hat trick” (pole position, melhor volta da corrida e vitória). Eu preciso olhar para frente. Jenson (Button) está muito iluminado neste momento. Ele está aproveitando todas as oportunidades, meio que ao estilo Michael (Schumacher). Em algum momento vai acontecer algo, e quero estar lá para aproveitar. Não o vejo vencendo todas as corridas da temporada. Então, quando ele não vencer, é a minha hora de conquistar. (07/06/09)

E quem aguenta isso?

Por favor,Rubinho, cala a boca! Eu sei que você surgiu como um grande promessa na F1, mas não estava preparado para herdar inesperadamente a vaga deixada por Ayrton Senna. Entendo que foi muita pressão e que, por isso, cometeu alguns equívocos no passado. Mas são mais de 15 anos na categoria e depois de tanto tempo continuo percebendo que o senhor não aprendeu uma coisa: parar de falar bobagem!

Cara, você NUNCA vai conquistar o título! Passou anos na Ferrari, sabendo por contrato que não teria direito de lutar pela vitória, mas mesmo assim continuava falando em ganhar. Negou por muito tempo que era tratado como um nada dentro da escuderia italiana, quando foi preciso uma ordem vexatória para te deixar em uma situação vergonhosa e, mesmo assim, o senhor decidiu continuar na equipe. E não venha me falar em contrato, pois todo mundo sabe que a Ferrari pagava muito bem e que seu futuro financeiro já estava mais do que estabilizado. Ou seja, por dinheiro você fez papel de panaca por 5 anos. E depois, ao sair da equipe, me vem com a história de lançar livrinho pra contar o que todo mundo já sabe: que você é um bundão! Sabe, ninguém colocou uma arma na sua cabeça, tudo que o senhor aceitou fazer e se submeteu foi porque quis e achou necessário.

Porém tenho que reconhecer que achei que estivesse fora da F1 quando retornou com um carro impressionante e com a evidente chance de vitória. Pensei: "Nossa! Será que depois de tanto tempo o Rubinho vai conseguir alguma coisa?" Só rindo mesmo! Não sei o que foi mais engraçado: o meu pensamento ou seu discurso de vitória.

Em 6 provas, 5 vitórias do companheiro de equipe e NENHUMA sua. E lá vem o senhor falando em vitória, em título, em azar. Tudo bem, eu aceito que o senhor vença alguma corrida na temporada, afinal está pilotando o carro número 1 do ano. Mas chega, Rubinho! Chega de falar besteira, de ser patétido a cada domingo de grande prêmio. Você não nasceu pra vencer, apenas pra ajudar a vencer. Quando você aceitar isso, terá sido um bom piloto. Porém, enquanto continuar com seu discurso ridículo, será sempre um piloto patético.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desleal


Até quando o goleiro Fábio Costa, do Santos, irá continuar colocando a saúde física dos adversários que porventura ousam dividir uma disputa de bola com ele?!

Numa época de tribunais lotados de jogadores e seguidos julgamentos, é inaceitável que esse goleiro permaneça impune. Ainda mais, é inadmissível que os árbitros continuem fazendo vista grossa em cada voadora que o santista dá em suas agressivas saídas de bola. Por algum tempo cheguei a cogitar, inocentemente, que esse profissional da bola não agia com maldade, mas existem momentos que até um bebê percebe a verdade.

Fábio Costa é um jogador violento e ponto final. As ações praticadas por ele - dentro e fora de campo - ao longo da carreira comprovam essa teoria. Ontem, infelizmente, ele tirou um companheiro de profissão dos gramados por 2 meses. Em outro lance, na mesma partida, repetiu sua ríspida e maldosa jogada ao dividir a bola com o atacante Nunes. O camisa 9 do Santo André pulou para fugir da dividia e, indignado com a impunidade concedida pelo árbitro, foi expulso ao reclamar.

Chega desse tipo de jogador no futebol, chega!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Imperador do Povo

Adriano veio do povo, é do povo. E a Nação fez uma corrente impetuosa de esperança para reencontrar o seu guerreiro e conhecer de perto a força do Imperador. Dia de festa, Maracanã rubro-negro e muita ansiedade em campo. A camisa 29 foi a mesma daquele menino que saiu do Rio muito jovem e fez na Europa um reinado glorioso – e muitas vezes conturbado.

O gol e a vitória valeram. Mas o que ficou de impressão ao fim da partida é a vigorosa alegria de Adriano por vestir e jogar para o seu povo. E será assim, plenamente rubro-negro, que o Imperador guiará sua massa enlouquecida e fervorosa, mostrando ao mundo que não importa o quão alto alguém voe e quão pesada seja a queda, pois se você não abandonar a sua origem terá sempre a chance de recomeçar.

Bem vindo, Imperador!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Rio Rubro-Negro!


A hegemonia é do Flamengo! O rubro-negro conquistou seu 31º título estadual e superou o Fluminense em número de conquistas. Além disso, superou o Botafogo na decisão pela 3ª vez seguida e chegou ao 5º Tricampeonato em sua história.

A competição começou ruim para o Flamengo, superando os adversários com muita dificuldade durante toda a Taça Guanabara. Com salários atrasados e clima instável na Gávea, a derrota para o Resende na semifinal surpreendeu pela forma apática que o time se apresentou, mas não pelo resultado.

Veio a Taça Rio e o panorama continuou o mesmo até o clássico com o Vasco. Uma derrota emblemática por 2 a 0 trouxe a crise definitivamente, mas fechou o grupo de jogadores. E dali em diante o Flamengo voltou a jogar como Flamengo: aguerrido, dedicado e motivado. Na semifinal venceu o Fluminense com autoridade e ganhou o direito de decidir com o Botafogo. Como o clube de General Severiano vencera o 1º turno, o rubro-negro deveria vencer para forçar a decisão em outros dois jogos. Resultado: Flamengo 1 a 0.

Deixaram o Flamengo chegar. Quando isso acontece o favorito sempre é o Flamengo. A torcida empurrou o time nos dois jogos, sendo esmagadora maioria nas arquibancadas e inflamando os jogadores o tempo inteiro. No primeiro jogo, um emocionante 2 a 2 com muitas variações. E depois de 2007 e 2008, 2009 merecia ser decidida da forma mais dramática possível. E assim foi...

Primeiro tempo travado, mas o Flamengo foi competente e fez 2 a 0. No segundo tempo, não restava outra alternativa ao Botafogo e o time se lançou ao ataque. Logo no início, o pênalti recolocou o alvinegro na partida, mas Bruno mostrou que é gelado nos momentos decisivos. Porém, surpreendentemente, o Botafogo não se abateu e buscou o empate de forma impressionante. A partir daí o Flamengo – que voltara apático para segunda etapa – acordou no jogo empurrado pela sua inflamada torcida. Dramático! Apertou até o final e encurralou o adversário, mas quis o destino que a decisão fosse para os pênaltis, talvez para evidenciar o equilíbrio entre as duas equipes nos últimos anos.

Só que existe uma diferença clara entre os dois: os goleiros. Renan é bom, mas Bruno é melhor. E seguindo uma tradição em todas as disputas em penalidades, o goleiro do Flamengo defendeu duas cobranças e se tornou o maior herói do título.

Flamengo! Tricampeão Estadual!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Eterna Saudade...


Nasceu gênio, cresceu ídolo e morreu herói. Foi ultrapassando adversários dentro da pista e obstáculos fora dela que Ayrton Senna venceu a corrida da vida, controlou o incontrolável, fez do tempo um detalhe quase que furtivo, superável.

Mais um 1º de maio e o mesmo tempo que ele tantas vezes pulverizou teima ser tão severo para os que ficaram e continuam amando tudo o que ele deixou para trás. A história está escrita, incontestável e inabalável. Porém Senna é maior que a própria história. Ele é dono de uma essência que transborda vida dentro do coração de cada um que faz do seu legado um exemplo a ser seguido. Quanta saudade! Saudades daqueles finais de semana onde milhões de brasileiros viviam um inexplicável e delicioso apogeu. A bandeira do Brasil conduzida, empunhada e desfraldada pelo mundo afora nos dava a sensação de vitória, de dever cumprido. E foi sempre com essa missão – dar exemplo, levar alegria e dividir as vitórias – que Ayrton Senna dedicou sua curta empreitada.

Concentrado, determinado, intenso. Seu capacete tinha vida, seu carro tinha alma e seu corpo ia além. Além dos adversários, além das curvas, além das bandeiradas, além do tempo. O gênio virou ídolo, o ídolo forjou o herói e a morte criou o mito. Mito de carne, osso, sangue e espírito. Mito de uma nação apaixonada que sempre clama seu nome quando deseja um herói completo.

E foi assim, sendo um herói completo, que Ayrton Senna arrebatou fãs que seguiram com respeito e admiração todas as suas conquistas. Com paixão pelo que fazia, franqueza nas atitudes e honestidade no olhar, Senna desbravou os limites do Brasil para conquistar o coração de um planeta inteiro. Hoje, 15 anos depois, ele continua ocupando o lugar que é seu por direito e que nenhuma lista ou revelação estatística pode ameaçar. Continua sendo “O Maior de Todos os Tempos”.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Decisão - 1º Jogo


FLAMENGO X BOTAFOGO

Total de Jogos: 321

Vitórias do Flamengo: 116

Vitórias do Botafogo: 101

Empates: 104

Gols do Flamengo: 509

Gols do Botafogo: 467


FLAMENGO: Bruno; Wellington (Everton Silva), Fábio Luciano e Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Willians, Kléberson, Ibson e Juan; Zé Roberto e Emerson. Tec.: Cuca.

BOTAFOGO: Renan; Emerson, Juninho e Fahel; Alessandro, Léo Silva, Leandro Guerreiro e Gabriel; Maicosuel, Reinaldo e Vitor Simões. Tec.: Ney Franco.

ÁRBITRO: Rodrigo Nunes de Sá.


O Flamengo cresceu na reta final do campeonato e chega à decisão com leve favoritismo, mais pelo fator emocional do que na bola. Os dois times se equivalem dentro de campo. O Flamengo leva vantagem no setor defensivo e em seu meio campo, pois utiliza jogadores que atuam juntos a um considerável tempo. No ataque, o Botafogo oferece mais perigo. O trio ofensivo alvinegro se entrosou bem nesse início de temporada e costuma fazer muitos gols. No banco, Ney Franco e Cuca fazem um duelo equilibrado, porém o treinador mineiro tem um retrospecto de conquistas mais interessante do que o treinador rubro-negro.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ainda restam três, Capitão!


O Flamengo atravessava um momento crítico no Campeonato Brasileiro de 2007 quando repatriou Fábio Luciano. Apesar de ser um zagueiro com grande técnica, liderança e dono de um currículo invejável, o momento que vivia na Alemanha não era bom e o fim da carreira parecia evidente com tantas contusões. Mesmo assim, desesperado com o setor defensivo e com a iminente chance de conhecer a página mais negra em toda sua história, o clube carioca investiu e acolheu o ilustre jogador na Gávea.

Logo na estreia, F. Luciano carregou a braçadeira de capitão, fez um gol e comandou o time no primeiro tempo do jogo que, não só daria a vitória ao Flamengo, mas seria o ponto de partida de uma inesquecível escalada na tabela do campeonato. Nem o mais fiel e fanático dos rubro-negros poderia imaginar que a adaptação seria tão rápida e vigorosa, que a sintonia entre camisa e jogador seria tão emocionante e que Fábio Luciano deixaria de ser Fábio Luciano para se transformar no Capitão do Flamengo, Capitão de uma gigantesca e apaixonada torcida.

Foi guiado por ele dentro do campo que o Flamengo saiu de uma vergonhosa lanterna para conquistar a vaga na Libertadores ao chegar em terceiro no Brasileiro de 2007. Em 2008 veio o título da Taça Guanabara, o Bicampeonato Carioca e o quinto lugar no campeonato nacional – após uma temporada onde a disputa pelo título se perdeu com vendas de jogadores importantes durante a competição. A grande decepção foi a eliminação precoce no torneio continental de 2008, porém o Capitão não estava em campo na fatídica derrota para o América do México.

Nesses quase dois anos de Flamengo, Fábio Luciano pode mostrar o incrível profissional que é. Foi vestindo a camisa do clube de maior torcida do país que o zagueiro teve o maior reconhecimento na carreira, tanto por parte da imprensa quanto pelo grupo de jogadores. O Capitão foi um líder dentro e fora do campo, foi um exemplo para a torcida, para os companheiros e para os três treinadores que por lá passaram. É difícil mensurar exatamente a importância de um ídolo dentro da história de um clube como o Flamengo, mas a certeza que fica na reta final de carreira desse grande zagueiro, é que ainda é possível vestir, envergar e amar a camisa do clube que defende, se dedicando e doando todo o fervor e garra durante cada segundo, cada jogada.

A caminhada do Capitão dentro dos campos está próxima do fim, mas a história está cravada e abençoada em vermelho e preto. Fábio Luciano será pra sempre um exemplo e um ídolo. Por todo amor demonstrado a cada dia de Flamengo, eu, em nome de mais de 30 milhões de rubro-negros, agradeço por nos honrar. Foi através da honestidade e do amor que Fábio Luciano será eternamente o Capitão no coração dessa fiel, apaixonada e inacreditável torcida.

(E que venha o título de 2009!)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Flamengo Chegou...


Flamengo e Fluminense entraram em campo para mais um duelo decisivo em sua história. Porém esse clássico começou antes, quando o presidente do tricolor afirmou que o Flamengo só treme quando encontra o Fluminense como adversário. Confesso que não sou contra alfinetadas que antecedem uma partida decisiva, mas tenho a impressão – praticamente uma certeza – que declarações como essas entregam ao adversário a motivação necessária para colocar em campo um suor a mais.

Entre as quatro linhas o Flamengo foi superior o tempo todo. Não deu chance ao Fluminense e esteve sempre levando perigo ao gol tricolor. Brincar com o rubro-negro em um momento decisivo é mexer com um enxame de abelhas. E foi com esse espírito que a Nação empurrou o time que, por sua vez, teve obrigação de corresponder, correndo os 90 minutos com muita garra e dedicação.

A vitória foi justa e agora Flamengo e Botafogo voltam a decidir o Estadual. Diferente dos anos anteriores, o alvinegro é amplo favorito e pode resolver o campeonato já no domingo. Porém se deixarem o Flamengo chegar, tudo voltará ao normal e o rubro-negro levará muita moral para os dois jogos restantes – além de uma multidão de fieis e apaixonados.


Deixaram o Flamengo chegar. Agora o campeonato começa!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sejam Bem-Vindos!

RSEsportes é um blog - como indica o nome - voltado para o mundo esportivo. Porém não impede que, eventualmente, algum outro tema motive uma abordagem. Futebol e F1 são os assuntos que mais despertam interesse e fazem que os olhos do blog deem um foco mais amplo.

O objetivo da RSEsportes é manter um canal direto e aberto com o leitor, independente de divergências conceituais - porém respeitosas.

Então leiam e opinem!