
O Flamengo atravessava um momento crítico no Campeonato Brasileiro de 2007 quando repatriou Fábio Luciano. Apesar de ser um zagueiro com grande técnica, liderança e dono de um currículo invejável, o momento que vivia na Alemanha não era bom e o fim da carreira parecia evidente com tantas contusões. Mesmo assim, desesperado com o setor defensivo e com a iminente chance de conhecer a página mais negra em toda sua história, o clube carioca investiu e acolheu o ilustre jogador na Gávea.
Logo na estreia, F. Luciano carregou a braçadeira de capitão, fez um gol e comandou o time no primeiro tempo do jogo que, não só daria a vitória ao Flamengo, mas seria o ponto de partida de uma inesquecível escalada na tabela do campeonato. Nem o mais fiel e fanático dos rubro-negros poderia imaginar que a adaptação seria tão rápida e vigorosa, que a sintonia entre camisa e jogador seria tão emocionante e que Fábio Luciano deixaria de ser Fábio Luciano para se transformar no Capitão do Flamengo, Capitão de uma gigantesca e apaixonada torcida.
Foi guiado por ele dentro do campo que o Flamengo saiu de uma vergonhosa lanterna para conquistar a vaga na Libertadores ao chegar em terceiro no Brasileiro de 2007. Em 2008 veio o título da Taça Guanabara, o Bicampeonato Carioca e o quinto lugar no campeonato nacional – após uma temporada onde a disputa pelo título se perdeu com vendas de jogadores importantes durante a competição. A grande decepção foi a eliminação precoce no torneio continental de 2008, porém o Capitão não estava em campo na fatídica derrota para o América do México.
Nesses quase dois anos de Flamengo, Fábio Luciano pode mostrar o incrível profissional que é. Foi vestindo a camisa do clube de maior torcida do país que o zagueiro teve o maior reconhecimento na carreira, tanto por parte da imprensa quanto pelo grupo de jogadores. O Capitão foi um líder dentro e fora do campo, foi um exemplo para a torcida, para os companheiros e para os três treinadores que por lá passaram. É difícil mensurar exatamente a importância de um ídolo dentro da história de um clube como o Flamengo, mas a certeza que fica na reta final de carreira desse grande zagueiro, é que ainda é possível vestir, envergar e amar a camisa do clube que defende, se dedicando e doando todo o fervor e garra durante cada segundo, cada jogada.
A caminhada do Capitão dentro dos campos está próxima do fim, mas a história está cravada e abençoada em vermelho e preto. Fábio Luciano será pra sempre um exemplo e um ídolo. Por todo amor demonstrado a cada dia de Flamengo, eu, em nome de mais de 30 milhões de rubro-negros, agradeço por nos honrar. Foi através da honestidade e do amor que Fábio Luciano será eternamente o Capitão no coração dessa fiel, apaixonada e inacreditável torcida.
(E que venha o título de 2009!)
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ResponderExcluirÉ triste saber que essa caminhada está chegando ao fim.
ResponderExcluirUm exemplo raro de jogador, dedicado, lider e técnico.
Vai ser difícil acharmos alguém para substituir o Capita a altura.
Nos resta torcer para que ele se aposente com o tri do mengão!
"FICA CAPITÃO!!"
Dudu