segunda-feira, 4 de maio de 2009

Rio Rubro-Negro!


A hegemonia é do Flamengo! O rubro-negro conquistou seu 31º título estadual e superou o Fluminense em número de conquistas. Além disso, superou o Botafogo na decisão pela 3ª vez seguida e chegou ao 5º Tricampeonato em sua história.

A competição começou ruim para o Flamengo, superando os adversários com muita dificuldade durante toda a Taça Guanabara. Com salários atrasados e clima instável na Gávea, a derrota para o Resende na semifinal surpreendeu pela forma apática que o time se apresentou, mas não pelo resultado.

Veio a Taça Rio e o panorama continuou o mesmo até o clássico com o Vasco. Uma derrota emblemática por 2 a 0 trouxe a crise definitivamente, mas fechou o grupo de jogadores. E dali em diante o Flamengo voltou a jogar como Flamengo: aguerrido, dedicado e motivado. Na semifinal venceu o Fluminense com autoridade e ganhou o direito de decidir com o Botafogo. Como o clube de General Severiano vencera o 1º turno, o rubro-negro deveria vencer para forçar a decisão em outros dois jogos. Resultado: Flamengo 1 a 0.

Deixaram o Flamengo chegar. Quando isso acontece o favorito sempre é o Flamengo. A torcida empurrou o time nos dois jogos, sendo esmagadora maioria nas arquibancadas e inflamando os jogadores o tempo inteiro. No primeiro jogo, um emocionante 2 a 2 com muitas variações. E depois de 2007 e 2008, 2009 merecia ser decidida da forma mais dramática possível. E assim foi...

Primeiro tempo travado, mas o Flamengo foi competente e fez 2 a 0. No segundo tempo, não restava outra alternativa ao Botafogo e o time se lançou ao ataque. Logo no início, o pênalti recolocou o alvinegro na partida, mas Bruno mostrou que é gelado nos momentos decisivos. Porém, surpreendentemente, o Botafogo não se abateu e buscou o empate de forma impressionante. A partir daí o Flamengo – que voltara apático para segunda etapa – acordou no jogo empurrado pela sua inflamada torcida. Dramático! Apertou até o final e encurralou o adversário, mas quis o destino que a decisão fosse para os pênaltis, talvez para evidenciar o equilíbrio entre as duas equipes nos últimos anos.

Só que existe uma diferença clara entre os dois: os goleiros. Renan é bom, mas Bruno é melhor. E seguindo uma tradição em todas as disputas em penalidades, o goleiro do Flamengo defendeu duas cobranças e se tornou o maior herói do título.

Flamengo! Tricampeão Estadual!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Eterna Saudade...


Nasceu gênio, cresceu ídolo e morreu herói. Foi ultrapassando adversários dentro da pista e obstáculos fora dela que Ayrton Senna venceu a corrida da vida, controlou o incontrolável, fez do tempo um detalhe quase que furtivo, superável.

Mais um 1º de maio e o mesmo tempo que ele tantas vezes pulverizou teima ser tão severo para os que ficaram e continuam amando tudo o que ele deixou para trás. A história está escrita, incontestável e inabalável. Porém Senna é maior que a própria história. Ele é dono de uma essência que transborda vida dentro do coração de cada um que faz do seu legado um exemplo a ser seguido. Quanta saudade! Saudades daqueles finais de semana onde milhões de brasileiros viviam um inexplicável e delicioso apogeu. A bandeira do Brasil conduzida, empunhada e desfraldada pelo mundo afora nos dava a sensação de vitória, de dever cumprido. E foi sempre com essa missão – dar exemplo, levar alegria e dividir as vitórias – que Ayrton Senna dedicou sua curta empreitada.

Concentrado, determinado, intenso. Seu capacete tinha vida, seu carro tinha alma e seu corpo ia além. Além dos adversários, além das curvas, além das bandeiradas, além do tempo. O gênio virou ídolo, o ídolo forjou o herói e a morte criou o mito. Mito de carne, osso, sangue e espírito. Mito de uma nação apaixonada que sempre clama seu nome quando deseja um herói completo.

E foi assim, sendo um herói completo, que Ayrton Senna arrebatou fãs que seguiram com respeito e admiração todas as suas conquistas. Com paixão pelo que fazia, franqueza nas atitudes e honestidade no olhar, Senna desbravou os limites do Brasil para conquistar o coração de um planeta inteiro. Hoje, 15 anos depois, ele continua ocupando o lugar que é seu por direito e que nenhuma lista ou revelação estatística pode ameaçar. Continua sendo “O Maior de Todos os Tempos”.